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HP
Harry Potter e agora? A discussão da semana é a nova série Harry Potter, que sai no dia do Natal. Existindo um alvoroço, pois a JK tem sido uma grande ameaça para questões de género, essencialmente das pessoas trans. Quando o nosso ativismo passa a ser de consumo, onde separamos a ética moral do capitalismo? Por exemplo, somos escravos das plataformas sociais pertencentes a monstros muito piores e mais complicados que a JK, mas, ao mesmo tempo, compreendemos que, num mundo capitalista, todos fazemos parte do sistema. Em mais jovem e até a uns anos atrás, sempre fui fã de Harry Potter; não me definiu particularmente, mas fez parte, assim…
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Maternidade fantasma.
Na perspetiva de uma mulher, eu não sei o que é criar um filho. Talvez nunca saiba; afinal, não foi uma necessidade prioritária. Mas esta maternidade é outra, onde nos criamos sozinhos, com papéis maternais vindos de onde menos se espera.É alguma forma de Deus que ouve o nosso choro vazio e nos traz pessoas que se criam e se dão colo; que se ajudam para além de uma amizade, aconselhando, cuidando e fortalecendo as suas comunidades. Não pretendo, de forma alguma, criticar uma mãe. Não tenho de defender igualmente. Muitas das crianças neste mundo não se encaixam e criam-se adultos complexos, muitas vezes desrespeitados, pois o papel de pai…
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Entre o sucesso e o fracasso
O que fazer na corda bamba? Quando a escolha está mesmo ali, mas não sabemos se vai dar certo ou errado. Vivemos neste monte de capital onde tem de haver um equilíbrio entre sonhos, promessas, realidades. Sonhar é bom, mas tem de ser objetivo, palpável, executável. Também, quem muito sonha, muito se perde. Ao longo desta vida, queremos muitas coisas. Mas no agora? Nas tarefas do dia a dia, de trabalho, da vida de casa, a ideia de sonhar sem limites é tentadora. Mas, sem âncora, são muitos voos vazios. O que fazer com isso? Como equilibrar uma realidade dura, falhanços sucessivos, com o continuar a sonhar com o acerto…
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Distopia de país #chega disto.
Ainda estou a tentar encontrar formas de lidar com esta situação. O chega, ao falar de nomes de menores no Parlamento de uma forma xenófoba, quebrou algo que temo não conseguir colocar nas palavras certas. Muitas das vezes, as pessoas falam de situações de suposto racismo reverso sem compreender como estão a ser rasas. Tenho a tendência a pensar em micro, para depois refletir no geral e ampliar num contexto não generalista, mas há coisas que não dá para ampliar sem ganhar ranço. Queria dormir, mas aqui estou a queimar as minhas entranhas com o desconforto do ser humano. Quando eu era pequena, os meus colegas do primeiro ciclo costumavam…
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Consumo
Como conseguimos ultrapassar este mundo de acesso? Um mundo de constante vazio, onde as notícias são alarmantes, o silêncio doloroso, e o vicio em cada esquina. Estamos a viver em 2025 tudo aquilo que nunca sonhei, pensei que estaríamos mais tolerantes, progressistas, que o vazio que consome a humanidade seria tão menor. Mas aqui estamos nós, estranhamente perdidos. Guerras, fachismo, preconceito, pessoas vazias a colocarem as suas insatisfações na culpa dos outros abafando anos de más escolhas. Consumimos, sem cessar, energia, internet, enchemos a nossa alma de comida, de redes sociais, para abafarmos o vazio da nossa volta, aceitamos frases que não nos caiem bem, frustrações que nos envenenam, para…
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Amor inacessível
Na contagem dos segundos que separam o tempo corre uma neblina, no ar é fácil de ver o que separa o amor, pois não podem corações se amar profundamente se não falam a mesma língua. Podem apenas se entregar levemente enquanto os dias vão se acumulando. A realidade é que cada um tem a sua vida e as suas complicações, e um amor inacessível muitas vezes são apenas duas bússolas com nortes diferentes. Coisas que jamais existe a coragem de pronunciar pois neste compasso de vidas perfeitas o mundo não está a espera que dois corações inacessíveis saberem amar. O bom, o mau, o ansioso, o aborrecido. Um amor que…
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Cegueira
A roda continua a girar e as pessoas fazem parte das histórias umas das outras até nas despedidas. Mas quando toda gente sabe que não podemos mais perseguir o que era suposto, quando não fazes o esperado? É uma linha difícil falar de amor quando o que se ama representa algo que não compreendemos. Quando somos um espelho de descartes, de um apêndice que se pode cortar e continuar como se a nossa existência fosse uma mera vantagem de ser invisível. Porque não és isso tudo. Porque és mentirosa, uma concepção de inverdades Má adolescente, má pessoa, não és consistente, não és boa esposa, não és boa filha, falas demais,…
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Coisa de doido
Coisa de doido Coisa de doido para alcançar a vida desejada teres de queimar tudo aquilo que existe e renascer das cinzas. Dizem que para nascer antes é preciso morrer, será isso coisa de doido? Coisa de doido é querer quebrar a barreira que existe e quereres reconstruir algo novo. Não é um trabalho, não é um corte de cabelo, é algo novo, novo. NOVO… NOVO! Por favor algo NOVO. Algo que nunca vi. Não por outros nem por mim, apenas porque sabes sem certezas no entanto com uma veracidade de uma luz cá dentro, que tudo está a mudar, contorcer dentro de caixas desesperado por criar algo novo. Coisa…
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Conto de fadas
Estranho a força invisível de nos preocuparmos com coisas que não existem, fantasiamos mil e uma formas de sair de situações que nos incomodam que apenas existem na nossa mente. Isto porque o que associamos ás memórias criadas baseou-se no facto da outra pessoa se preocupar minimamente connosco. Embora se saiba que foi apenas de um lado. Os anos passam e fica um pó dessas memórias, das perdas, do sufoco, sabemos hoje conscientemente que amamos coisas sozinhos, muito do sofrimento foi causado por querer amar o que não existe. Amar contos de fadas é tão ilusório. Duas pessoas diferentes, doridas, que achavam ter a capacidade de retirar uma da outra…
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Memórias de amores esquecidos
Neste mundo onde todos reinventam a sua definição de amor, repenso uma e outra vez naquela janela tão complexa onde tantas vezes pensei onde isto vai acabar? Como é que eu pensava não querer estar sozinha? Infelizmente as relações erradas são as mais difíceis de esquecer. Marcam e destroem. Talvez porque fantasiamos com uma realidade que foi só nossa e a única coisa que aconteceu foram tetos a ruir em camara lenta. Noutros corpos e outros cheiros tentamos esquecer, em outras músicas tentamos criar novas memórias, mas amor meu, é em mim que penso, na coragem de viver muito de mim nos meus erros. Hoje nos acertos tenho medo de…












