Dúvidas
-
Entre o sucesso e o fracasso
O que fazer na corda bamba? Quando a escolha está mesmo ali, mas não sabemos se vai dar certo ou errado. Vivemos neste monte de capital onde tem de haver um equilíbrio entre sonhos, promessas, realidades. Sonhar é bom, mas tem de ser objetivo, palpável, executável. Também, quem muito sonha, muito se perde. Ao longo desta vida, queremos muitas coisas. Mas no agora? Nas tarefas do dia a dia, de trabalho, da vida de casa, a ideia de sonhar sem limites é tentadora. Mas, sem âncora, são muitos voos vazios. O que fazer com isso? Como equilibrar uma realidade dura, falhanços sucessivos, com o continuar a sonhar com o acerto…
-
Consumo
Como conseguimos ultrapassar este mundo de acesso? Um mundo de constante vazio, onde as notícias são alarmantes, o silêncio doloroso, e o vicio em cada esquina. Estamos a viver em 2025 tudo aquilo que nunca sonhei, pensei que estaríamos mais tolerantes, progressistas, que o vazio que consome a humanidade seria tão menor. Mas aqui estamos nós, estranhamente perdidos. Guerras, fachismo, preconceito, pessoas vazias a colocarem as suas insatisfações na culpa dos outros abafando anos de más escolhas. Consumimos, sem cessar, energia, internet, enchemos a nossa alma de comida, de redes sociais, para abafarmos o vazio da nossa volta, aceitamos frases que não nos caiem bem, frustrações que nos envenenam, para…
-
Romantização
Não tenho outra mente senão esta, não posso falar ou gerir como cada um perceciona o que vive. Não visto a pele dos que me rodeiam. Mas por hoje pelo menos parece-me que muitas das vezes focamos quando se fala de trauma, de algum tipo de beleza etérea, como se a dor fosse a alma da criação. Consigo visualizar esse mundo, mas também consigo visualizar que toda a pele é mais do que isso. Talvez romantizamos a ideia de amores quebrados, amizades completamente apagadas, como se de alguma forma fosse desejado um pingo daquilo que outrora carregamos cá dentro. A minha pele é muito mais que isso, um dia enquanto…
-
Paz
Paz. Tão pregada por todo lado, mas a que custo? Será que somos capazes de fazer parte dela, sendo o humano algo tão ambíguo ? Talvez, tal palavra seja apenas uma mutilação de imensas outras coisas. A minha paz social não irá corresponder propriamente a paz do meu pais vizinho. Se a colectividade é então arruinadora da paz, será a paz interior o caminho? poderá ser capaz de ser transferida para uma paz colectiva e posteriormente para a paz mundial? Como traduzo tudo isto para os restantes? Qual é sequer a importância da minha paz? Sendo todos nós tão pequenos, as semelhanças que nos unem não são suficientes para uma…
-
Self hate.
Estamos em constante mudança? Não tendo o síndrome de me considerar especial calculo obviamente que sim. Na nossa pequena bolha, onde borbulham as emoções sejam elas boas ou más, temos uma borracha na mão, se ela serve para apagar memórias ou fragmentos de quem passa por nós, ou até o eu do passado isso já cabe a cada um. Caso se viva analisando muito a experiência do sentimento interior, como conseguir processar o que rodeia, calculo que nada mais leva uma borracha que o eu. Claro nunca vai ser perfeito, não se estará nas expectativas criadas, pois numa mente que muda de uma em uma hora tudo acaba por mudar.…



